02 abril 2006
Febre
Quarto dia consecutivo de febre e um cansaço inacreditável - sem nenhum motivo aparente, a suspeita é uma puta virose que tá rolando. Bem, se eu não morrer, já que no segundo dia a minha temperatura foi para quase 40 graus, vou filosofar um pouco sobre o ato de delirar, que me pareceu uma experiência enriquecedora. É uma droga meio diferente, faz você lembrar e falar coisas estranhas.
25 março 2006
Ausência
O estudo de música, os bilhões de filmes que tenho assistido, a falta de saco mesmo, estão me dando férias forçadas desse antro de perversão. Volto antes do domingo - viu, Clóvis? - com o humor pior do que nunca. Tenho escrito, só não sei se devo postar o que tenho feito. Fase meio "viada", essa a minha. Cheia de melindres...
07 fevereiro 2006
Quem tem seda?
Para quem teve o prazer de assistir a entrevista o ex-presidente FHC no programa Roda Viva, TVE, na noite da última segunda feira, só restou uma constatação: ele deveria substituir a sigla que utiliza por "THC". Ficaria mais adequado, já que as suas declarações são dignas de um marginalzinho teen chapado de fumo jamaicano - nada contra os jamaicanos e nem conta o fumo da diversão. O cinismo desse Al Capone tupiniquim daria uma comédia de humor negro, dirigida por Almodóvar. Utiliza a sua linguagem técnica de sociólogo para impressionar e a educação elitista para formular agressões falsamente sutis contra o governo de esquerda. Fala da corrupção atual na política como se nada tivesse acontecido em seus oito anos de mandato e ainda se dá ao direito de chamar o presidente Lula de despreparado, ingênuo; insinua o maior esquema de corrupto de todos os tempos no Brasil. "Pior que a corrupção do cidadão é a corrupção das instituições. E é isso que está ocorrendo nesse governo", disse o gênio "THC". É isso. Coloca um reagge aí, gente... Alguém tem seda?
19 janeiro 2006
Lula aguarda o veredicto dos Simpsons
É claro para qualquer pessoa com um mínimo de discernimento que a imensa maioria da imprensa brasileira é tendenciosa, isso não é difícil de enxergar. Mas, ao que tudo indica, está havendo um esforço enorme para deixar isso evidente também para a ala dos completamente ignorantes, aqueles que mal sabem ler, escrever ou assinar o próprio nome. E eu que até simpatizava com a "novata" Cristiane Pelajo... Bem, ela é apenas uma simples funcionária, não é?
Há alguns dias, assistindo ao "Jornal" da Globo, quase tive uma crise de riso ao observar os dois âncoras - no caso, a já citada gatinha com cara de surfista e o mordomo assassino que virou jornalista. Foi hilário vê-los insinuando críticas ao governo federal por ter quitado débitos com o FMI, apresentando até entrevista com o diretor da instituição e tudo; deveria ter sido deprimente, mas meu cinismo não assim permitiu. Já gostei mais do presidente, obviamente, mas, analisando friamente, ele jamais poderia agradar a todas as expectativas. Só que a campanha global para trucidar a imagem do governo chegou a um nível ridículo, constrangedor mesmo. E eu me achava um cínico...
Emir Sader, em um texto curto e coerente, na Caros Amigos (edição número 105), dá uma rápida explicação sobre a direita brasileira, que sempre dominou o Brasil. Uma noção básica do problema que o Lula arranjou quando assumiu a presidência da república.
O que o governo fez merece aplausos, é óbvio, foi uma atitude corajosa, coisa rara de se ver em política, principalmente se tratando desse país. É incrível como a imprensa insinua, sem nenhuma argumentação convincente para alguém que tenha mais de oito anos de idade, que o governo cometeu mais um grande equívoco. Parabenizo o William Bonner, que, em uma crise de sinceridade, abriu o jogo e imbecilizou os telespectadores globais, comparando-os a Homer Simpson - sim, o do desenho animado.
Há alguns dias, assistindo ao "Jornal" da Globo, quase tive uma crise de riso ao observar os dois âncoras - no caso, a já citada gatinha com cara de surfista e o mordomo assassino que virou jornalista. Foi hilário vê-los insinuando críticas ao governo federal por ter quitado débitos com o FMI, apresentando até entrevista com o diretor da instituição e tudo; deveria ter sido deprimente, mas meu cinismo não assim permitiu. Já gostei mais do presidente, obviamente, mas, analisando friamente, ele jamais poderia agradar a todas as expectativas. Só que a campanha global para trucidar a imagem do governo chegou a um nível ridículo, constrangedor mesmo. E eu me achava um cínico...
Emir Sader, em um texto curto e coerente, na Caros Amigos (edição número 105), dá uma rápida explicação sobre a direita brasileira, que sempre dominou o Brasil. Uma noção básica do problema que o Lula arranjou quando assumiu a presidência da república.
O que o governo fez merece aplausos, é óbvio, foi uma atitude corajosa, coisa rara de se ver em política, principalmente se tratando desse país. É incrível como a imprensa insinua, sem nenhuma argumentação convincente para alguém que tenha mais de oito anos de idade, que o governo cometeu mais um grande equívoco. Parabenizo o William Bonner, que, em uma crise de sinceridade, abriu o jogo e imbecilizou os telespectadores globais, comparando-os a Homer Simpson - sim, o do desenho animado.
06 janeiro 2006
Descanse em Paz
Para onde ele foi não tenho como saber com certeza, mas a intuição me obriga a especular, me faz ter o desejo de imaginar o que não possui um roteiro definido. É improviso, um trabalho de redator amador, uma ilha de edição precária, não se conhece sequer o local para início de perseguição. O novo ciclo sinaliza o grande sacrifício, afastamento, crescimento através de uma nova dor. Sempre a dor. Não existe mais nenhum estímulo para procurar satisfazer terceiros, nunca foi o foco mesmo; que o velho ciclo descanse em paz. Vai se fazer presente em breve a mais radical das mudanças, que não é nada além de assumir a verdadeira ambigüidade, ser, apenas ser. Novas conquistas, frustrações diferentes, textos cada vez mais infames. Se vier isso, então está ótimo. Talvez até sobre tempo para assistir algo tipo a nova edição do Big Brother Brasil, mas certamente terá que ser feito longe de qualquer corda e cadeira. Bem, vale o desafio, não são somente coisas interessantes que habitam nesse planeta, aliás, coisas atraentes por aqui estão tão raras que seria melhor refazer a frase. Serão abraços fortes e curiosos em grandes aeroportos, mudanças climáticas - obviamente a coleção de casacos aposentada voltará a ter utilidade. Muitos espirros extras, diversos pedidos de informações, vários deles completamente óbvios, mas para quem estará perdido e pulsando de tesão... Novas reuniões marcadas pela presença de rostos que outrora apenas habitavam o imaginário. Assim será a próxima página. Descanse em paz.
02 janeiro 2006
Este lugar
Estou chegando a uma conclusão - que até deveria ser óbvia para alguém como eu, mas, por motivos diversos, acordei: não aguento mais Salvador. Vou ter que sair daqui, pelo menos por um bom tempo. É incrível como me toquei do quanto determinados lugares me cabem melhor do que aqui.
26 dezembro 2005
Esposa
A perfeição do sorriso repleto de dentes brancos perfeitos consegue manter uma mente que se esforça para continuar em harmonia e equilíbrio. Sempre tive sorte em determinados quesitos sociais, mas nunca achei que poderia chegar onde estou. A questão do pertencer é bem complexa, não morro de amores por essa palavra excessivamente possessiva, mas... A verdade é que eu estou nela e ela está em mim. Apenas isso. Aí vem o quarto ano daquilo que considero uma prova de que realmente existe um motivo para a minha existência.
Paula/ Branca/ Teimosa/ Taurina / Cheirosa / Inteligentíssima / Preguiçosa / Crítica / Tesuda / Falastrona / Maneirista / Individualista / Dançarina / Escritora / Jornalista
Paula/ Branca/ Teimosa/ Taurina / Cheirosa / Inteligentíssima / Preguiçosa / Crítica / Tesuda / Falastrona / Maneirista / Individualista / Dançarina / Escritora / Jornalista
22 dezembro 2005
O Bosque
Encontrava-me distraído, meus passos seguiam a ritmo de tartaruga, os pensamentos simplesmente vagavam despretensiosamente. Dava para visualizar muitas histórias, da Gata Borralheira à do homem forte e da mulher de pele macia. Foi quando o tempo ficou frio, não somente frio em sua temperatura, mas a sua imagem diante dos meus olhos. Meus olhos ora vivos, banhados ora por lágrimas, em outros momentos por sangue. Ora catatônicos, uma imagem virgem, um conceito sem nexo ou por demais envelhecido para possuir relevância lógica. Árvores de troncos imponentes e de aspecto macabro me lembravam que o meu amor não estava presente naquele momento, apenas a alma de barro que se conectava aos ruídos xamânicos que interagiam em força entrelaçada. A força jamais é uma unidade. A escuridão, que tomava forma, trazia formas. Adereços da minha fantasia vinham e não iam embora, mudavam o contorno de acordo com o meu piscar, úmido e vagaroso. Eu não tinha medo, o desejava em presença me faria sair da inércia, da decrepitude dos passos sem rumo, perdidos no imenso bosque. Sem uma ave de rapina real para me guiar, como eu poderia sair do bosque?
16 dezembro 2005
Assinar:
Postagens (Atom)
